By Paulo Neves:
Uma das minhas bandas de culto: Morphine
Um dos meus álbuns preferidos de sempre: Cure for Pain
Conheci os Morphine por mero acaso. Um primo tinha um CD deles (o Cure for Pain) que lhe deram e que ele não quis. Como sabia que eu gostava de alguns grupos “alternativos” resolveu oferecer-me. E ainda bem que ele o fez. O álbum é de 1993 e ainda hoje me dá prazer em ouvi-lo de uma ponta à outra. O que me mais me atrai na sonoridade dos Morphine é a presença massiva de ambientes sonoros graves. Desde logo a forte presença do baixo e o saxofone. As particularidades distintivas dos Morphine são imensas:
Desde logo destaco o facto da base da formação ser um trio …. sem a presença de uma guitarra: baixo + saxofone (x2) + bateria/percussão.
O líder, Mark Sandman, é o principal compositor da banda e é o baixista. Faleceu em 1999. Uma das suas marcas distintivas é a utilização de apenas 2 cordas no baixo, o que ajuda na definição do som muito característico dos Morphine. Mas o Mark Sandman tocava igualmente outros instrumentos como orgão, “tritar”, guitarra e piano.
O saxofonista, Dana Colley, é outra peça central na sonoridade dos Morphine. Não sei se conhecem ou se têm sensibilidade do o que é tocar saxofone. Não é um instrumento fácil e exige muito “pulmão”. Pois imaginem que este senhor por vezes tocava 2 saxofones em simultâneo …
O Mark e o Dana fizeram sempre parte da formação, tendo alterado o baterista. Supostamente o Bill Conway foi o que esteve presente na gravação do álbum Cure for Pain (“During the recording of Cure for Pain, Deupree was again replaced by Conway, although Deupree still played most of the percussion work on the album”).
Posteriormente à morte do Mark Sandman, o Dana Colley e o Billy Conway juntaram-se com outros músicos e formaram os Twinmen. O nome foi uma homenagem ao Mark Sandman tendo sido inspirado numa banda desenhada criada pelo próprio que tinha o título The Twinmen. A presença do som forte do saxofone do Dana Colley trazia algumas lembranças dos Morphine, mas a ausência do baixo do Mark e sobretudo a ausência da sua voz (era uma vocalista, a Laurie Sargent) era determinante para marcar a diferença. E da minha parte, fiquei pelos Morphine
Não fizeram muitos álbuns tendo em conta a morte prematura do Mark Sandman, mas produziram alguns álbuns que guardo religiosamente (não tenho todos):
Cure for Pain(1993)
Yes (1995)
Like Swimming (1997)(NOTA: não sei porquê mas não encontrei este álbum no Spotify …)
Bootleg Detroit (2000)
Por fim, deixo-vos a playlist:
Buena (Cure for Pain)
In Spite of Me (Cure for Pain)
Cure for Pain – LIVE (Cure for Pain)
Radar – LIVE (Yes)
Enjoy!
Uma das minhas bandas de culto: Morphine
Um dos meus álbuns preferidos de sempre: Cure for Pain
Conheci os Morphine por mero acaso. Um primo tinha um CD deles (o Cure for Pain) que lhe deram e que ele não quis. Como sabia que eu gostava de alguns grupos “alternativos” resolveu oferecer-me. E ainda bem que ele o fez. O álbum é de 1993 e ainda hoje me dá prazer em ouvi-lo de uma ponta à outra. O que me mais me atrai na sonoridade dos Morphine é a presença massiva de ambientes sonoros graves. Desde logo a forte presença do baixo e o saxofone. As particularidades distintivas dos Morphine são imensas:
Desde logo destaco o facto da base da formação ser um trio …. sem a presença de uma guitarra: baixo + saxofone (x2) + bateria/percussão.
O líder, Mark Sandman, é o principal compositor da banda e é o baixista. Faleceu em 1999. Uma das suas marcas distintivas é a utilização de apenas 2 cordas no baixo, o que ajuda na definição do som muito característico dos Morphine. Mas o Mark Sandman tocava igualmente outros instrumentos como orgão, “tritar”, guitarra e piano.
O saxofonista, Dana Colley, é outra peça central na sonoridade dos Morphine. Não sei se conhecem ou se têm sensibilidade do o que é tocar saxofone. Não é um instrumento fácil e exige muito “pulmão”. Pois imaginem que este senhor por vezes tocava 2 saxofones em simultâneo …
O Mark e o Dana fizeram sempre parte da formação, tendo alterado o baterista. Supostamente o Bill Conway foi o que esteve presente na gravação do álbum Cure for Pain (“During the recording of Cure for Pain, Deupree was again replaced by Conway, although Deupree still played most of the percussion work on the album”).
Posteriormente à morte do Mark Sandman, o Dana Colley e o Billy Conway juntaram-se com outros músicos e formaram os Twinmen. O nome foi uma homenagem ao Mark Sandman tendo sido inspirado numa banda desenhada criada pelo próprio que tinha o título The Twinmen. A presença do som forte do saxofone do Dana Colley trazia algumas lembranças dos Morphine, mas a ausência do baixo do Mark e sobretudo a ausência da sua voz (era uma vocalista, a Laurie Sargent) era determinante para marcar a diferença. E da minha parte, fiquei pelos Morphine
Não fizeram muitos álbuns tendo em conta a morte prematura do Mark Sandman, mas produziram alguns álbuns que guardo religiosamente (não tenho todos):
Cure for Pain(1993)
Yes (1995)
Like Swimming (1997)(NOTA: não sei porquê mas não encontrei este álbum no Spotify …)
Bootleg Detroit (2000)
Por fim, deixo-vos a playlist:
Buena (Cure for Pain)
In Spite of Me (Cure for Pain)
Cure for Pain – LIVE (Cure for Pain)
Radar – LIVE (Yes)
Enjoy!

Gostei bastante. O Baixo é poderoso.
ReplyDeleteO tipo a tocar 2 saxofones ao mesmo tempo é mesmo fora de série!
ReplyDeleteNão sendo muito roqueiro...é muito melhor que o Goldenfrap!!!!
Luís, não é Goldenfrap mas sim Goldfrapp, é o nome da vocalista. Quanto a ser bom ou não ... pelo menos ficaste a saber que não gostas.
DeleteEstranho que conheça o nome há tantos anos e nunca tinha ouvido. Gostei bastante, vou adicionar à minha library e descobrir este grupo. Obrigado Paulo.
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