By Nuno Cid Ponte:
Hoje venho falar-vos de um filme!
Sim eu sei, é o Musical Challenge e não o Movie Challenge ... mas bare with me.
No ano de 2001, muitas coisas más aconteceram na minha vida (e não só na minha: perguntem a qualquer Nova Iorquino) ... mas desse ano saiu o álbum que viria transformar por completo o meu gosto musical: Discovery.
O álbum, para além do nome de um programa de exploração do sistema solar da NASA (lançado 1996), é também uma homenagem à fase da descoberta na infância (irónico e só mesmo esta banda para fazer uma ironia destas).
Cerca de 2 anos mais tarde, em 2003, a banda que lançou este álbum lança a materialização visual do álbum inteiro, numa co-produção Nipo-Francesa. Foi criada uma história e atribuída cada música às aventuras de uma banda synth-pop interestelar. Daí resultou:
Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem
Podem ver aqui o filme completo (65min):
Como já devem ter percebido a banda a que me refiro são os: DAFT PUNK
Quer seja ou não novidade para vós, metade deste duo francês é português, ou melhor de descendência portuguesa:
Hoje venho falar-vos de um filme!
Sim eu sei, é o Musical Challenge e não o Movie Challenge ... mas bare with me.
No ano de 2001, muitas coisas más aconteceram na minha vida (e não só na minha: perguntem a qualquer Nova Iorquino) ... mas desse ano saiu o álbum que viria transformar por completo o meu gosto musical: Discovery.
O álbum, para além do nome de um programa de exploração do sistema solar da NASA (lançado 1996), é também uma homenagem à fase da descoberta na infância (irónico e só mesmo esta banda para fazer uma ironia destas).
Cerca de 2 anos mais tarde, em 2003, a banda que lançou este álbum lança a materialização visual do álbum inteiro, numa co-produção Nipo-Francesa. Foi criada uma história e atribuída cada música às aventuras de uma banda synth-pop interestelar. Daí resultou:
Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem
Podem ver aqui o filme completo (65min):
Como já devem ter percebido a banda a que me refiro são os: DAFT PUNK
Quer seja ou não novidade para vós, metade deste duo francês é português, ou melhor de descendência portuguesa:
| Thomas Bangalter (a parte francesa) |
| Guy-Manuel de Homem-Christo (luso descendente) |
Os Darlin' gravaram um música que foi incluída num EP VA e recebeu um review negativo que os apelidou de "daft punky thrash" ou seja, ruído.
Inspirados por esta review, nasceram os DAFT PUNK, que lançaram o primeiro álbum: Homework do qual apenas gosto da música (este álbum não é claramente o meu favorito):
Around the World
De seguida veio o álbum que levou a este post e ao filme mais tarde: Discovery
Do qual ADORO todas as músicas, mas acima de tudo:
One More Time
Sim, foi uma das músicas mais ouvidas na época, mas para mim teve muitos simbolismos de coisas positivas que se passaram e a música em si é ... adictiva.
Estes senhores estão sempre à frente em termos de música e estão sempre envolvidos em vários projectos de multimédia, em 2010, lançam talvez o mais conhecido projeto:
Criar a banda sonora para TRON: Legacy
Aqui têm acesso a esta, excelente, OST:
Em 2013, mesmo antes do verão, os DAFT PUNK lançam um álbum que acabou por estar em repeat no meu carro durante tanto tempo que nem sei quantas vezes o ouvi.
Deste álbum destaco a excelente e quase hipnótica música em conjunto com Giorgio Moroder:
Giorgio by Moroder
(Giorgio Moroder, que merece um musical challenge dele mesmo)
Voltando ao filme que lançou este post, Interstella 5555, em termos de história é básico, mas é certamente um filme que vos vai dispor bem. Animação claramente nipónica, mas com um feel Europeu, principalmente nas passagens de música e interacção das personagens - ao contrário de muitas animações nipónicas não é violento, aliás passa uma mensagem de alegria e liberdade ... muito como o grupo que vos apresento esta semana, faz.
Este filme resume o que são para mim os DAFT PUNK:
Acima de tudo uma fonte de música altamente divertida e dançável, para além de trazer muito boas memórias do tempo em que festas de dance music em Lisboa, eram dignas das grandes cidades cosmopolitas (Frágil, LUX, às vezes o Kremlin e alguns afters no MAXIME).
Hoje em dia, tudo isso acabou. Mas indo um bocado contra o que eu desejo lançar nos meus musical challenges (música nova e recente) aqui ficou uma sessão de saudosismo ...
Espero que gostem ... eu, venero estes senhores!
Bem, eu que não aprecio particularmente os Daft Punk, gostei bastante do contexto que apresentaste. E do que ouvi, partilho o teu gosto pelo álbum Discovery.
ReplyDeleteE agora uma pequena prenda para ti. Tinha aqui no meu arquivo um podcast que certamente irás adorar. Podes fazer download aqui:
https://www.dropbox.com/s/u7m5c68r0rs5m76/radar%20-%20Daft%20Punk_Discovery.mp3
Foi uma prendinha espectacular, ouvi uma parte ontem e hoje vou continuar. Aprendi algumas coisas que não sabia e é sempre bom este tipo de programas sobre música que tão contexto sobre as pessoas que estão do outro lado.
ReplyDeleteExcelente mesmo, OBRIGADO!