By Pedro Figueiredo:
E como as casas não se constroem pelo telhado, decidi começar pelas fundações.
Vou ao baú e saco
um dos primeiros tijolos da minha cena musical. Sim, Jimmy Hendrix e a sua
histeria musical.
A par com os
Ramones, Doors (tão bem anunciados neste blog pela Ana) e muitos outros, ora
aqui está um dos primeiros sons que me fizeram abrir os ouvidos ao maravilhoso
mundo da música.E como as casas não se constroem pelo telhado, decidi começar pelas fundações.
Venho de muito atrás, eu sei. Mas não consigo evitá-lo.
O mundo estava em profundo êxtase com a guerra do Vietnam no seu auge, o homem a pisar a lua e o psicadelismo a pulsar nas ruas. Neste turbilhão James Marshall Hendrix surge com a irreverencia de querer marcar o seu próprio som. Um som duro, agudo e distorcido. Sendo um dos primeiros filhos do rock de Seattle (pois aí nasceu e tocou no inicio da sua carreira), foi no entanto a partir da sua ida para Londres (1965-66) quando Hendrix atinge o patamar de estrela.
Durante as suas primeiras aparições em clubes de Londres, o nome da nova estrela espalhou-se pela cena musical britânica. A sua irreverente musicalidade criou fãs rapidamente, entre eles os guitarristas Eric Clapton, Jeff Beck, os Beatles e os The Who. Também o ainda desconhecido Farrokh Bulsara fervilhou com a guitarra de Hendrix. Quem diria…
Depois de três anos muito conturbados e conotados por uma atitude extrema (duas vezes preso por distúrbios e muito criticado por pegar fogo à sua própria guitarra em palco por achar que o público estava demasiado adormecido), Hendrix viria, já em fase muito decadente, encabeçar o mais emblemático dos concertos, Woodstock em 1969. É aqui que atira a sua derradeira pedrada tocando uma alucinada variação do tema “The Star-Spagled Banner”, arriscando-se a que os mais céticos nunca mais o aceitassem de volta à sua terra natal.
Bom, na verdade, admito-o. Hendrix não é de audição fácil. Como o próprio dizia “O blues é fácil de tocar. Mas é difícil de sentir”. Confesso que hoje tenho alguma dificuldade em aceitá-lo. Os meus ouvidos e meu o espírito inevitavelmente se fecharam com o passagem do tempo. Mas não seria honesto se não iniciasse esta minha “viagem musical” sem o referir.
Vamos então ao que interessa. Musica Maestro!
Hey Joe é uma canção escrita pelo músico Americano Billy Roberts em 1962. Conta a história de um homem que planeia fugir para o México após ter disparado sobre a sua mulher. Aqui Hendrix demonstra bem ao que vinha….com o seu estilo “teeth jammin”:
Foxy Lady (erroneamente transcrito como "Foxey Lady" na edição norte-americana do disco), é uma canção do seu disco de 1967 “Are You Experienced”. Muitos referem Kathy Etchingham, sua namorada na época, como uma das possíveis inspirações para "Foxy Lady".
“You know you’re a cute little heartbreaker…
You know you’re a sweet little lovemaker”
Guitar, voice and that’s it…
Simpático, quando sóbrio.
Mais uma vez, a estranha forma de tocar guitarra (min 1:32)…
“Purple Haze was in my brain,
lately things don't seem the same,
actin' funny but I don't know why
'scuse me while I kiss the sky.
Purple Haze all around,
don't know if I'm coming up or down.
Am I happy or in misery?
Whatever it is, that girl put a spell on me.
Purple Haze was in my eyes,
don't know if it's day or night,
you've got me blowing, blowing my mind
is it tomorrow or just the end of time?”
Com a devida reverência a Dylan, aqui vai a psyco version do Hendrix de Like a Rolling Stone
… e para fechar … total alucinação ... gostava de ver a Lucy a cantar esta versão ...
Enjoy!
Cheers.
Um enorme e retumbante comeback!! (não é a minha praia ... mas não deixa de ser impressionante)
ReplyDeleteMuito bom post Pedro. Também não é muito a minha praia, mas estás no bom caminho!
ReplyDeleteO Pai Hendrix não podia faltar na nossa tertúlia. Excelente post.
ReplyDeleteSendo fã de guitarra elétrica, Hendrix ocupa um espaço especial na minha galeria de bons guitarristas.
Agora sim, o começo! Excelente post Pedro!
ReplyDeleteO Hendrix estava na minha lista, mas admito que provavelmente não teria feito o post tão bem como tu :)
Grande artista, grande guitarrista. Gosto muito :)
Hands down Pedro. Agora sim, bem vindo :-)
ReplyDeleteExcelente post. É como dizes, difícil de ouvir, mas é fácil de lhe reconhecer o mérito de ser um dos grandes guitarristas. Nice post :-)
Que grande som Pedro!
ReplyDeleteExcelente post! Muitos parabéns por teres aceitado as "criticas".