Thursday, 30 October 2014

Dia 81 - Royal Blood

By Paulo Neves:

Tinha dito que iria apresentar um dos artistas mais “novos” deste Musical Challenge. Não fui verificar os anteriores posts, mas se não são, não deve ficar muito longe: Royal Blood
 
Posso agradecer à RADAR por me ter apresentado os Royal Blood. Vão estar brevemente por cá para um concerto no Espaço Armazém F. É já no próximo dia 22. Se gostarem do que vão conhecer agora, podem comprovar ao vivo e depois contar.
 
Este grupo chamar-me-ia sempre a atenção a partir do momento em que conhecesse a sua constituição menos “mainstream”. É um duo britânico, que se formou em 2013 e na sua composição tem um vocalista que também toca baixo (Mike Kerr) e um baterista (Ben Thatcher). E é só :)
 
  

 
 
 
Passado este ponto, a música deles, tal como é apresentada na sinopse do concerto, pela “convergência entre vários estilos como o noise rock, garage rock, hard rock, grunge e blues rock, denunciando algumas das fortes influências da banda como Pixies ou Led Zeppelin”. Encontrei uma review de um concerto em que fizeram a primeira parte dos Arctic Monkeys (estão na minha shortlist) que abona muito a favor deles:
 
Royal Blood create something special that feels more than the sum of the three components that form their sound. Here's a band in their infancy merely scratching the surface of what they can, and most definitely will, achieve, with a growing catalogue of songs and a rocketing fan base. Royal Blood have the potential to be the band that brings a new act to everyone's attention by sporting their T-shirt at a headlining slot at a festival in the not too distant future.”
 
Posto isto, juntando a “original” composição da banda com as referências de bandas já mencionadas (Pixies, Led Zeppelin, Arctic Monkeys), como será o som deles? Felizmente editaram recentemente um álbum. E quando digo recentemente, é mesmo recentemente. Tem o título “original” Royal Blood e foi lançado no passado dia 24 de Agosto. Desafio mais alguém a indicar um álbum ainda mais recente do que este J
 
Já ouvi o álbum várias vezes no Spotify e posso vos assegurar que é totalmente a minha praia :)
 
Bem, deixo de conversa e segue a playlist:
 
Come On Over [Live in Session]
 

 Out Of The Black [Official Video]
 
 
Ten Tonne Skeleton [Official Video]
 
 
Figure It Out [Official Video]
 
 
 
Deixo-vos apenas 4 músicas mas posso dizer que do álbum, que é composto por 10 músicas não há nenhuma que possa dizer que não goste. Por isso, aconselho vivamente a audição de todo o álbum.
 
Enjoy!

Wednesday, 22 October 2014

Dia 80 - Contrastes e Séries

By Ricardo dos Santos Félix:

Das centenas de séries que estreiam todos os anos, para além das de Sci-Fi e Romance Histórico tento sempre reservar uns slots para aquilo a que chamo "séries de contraste". 

“Pronto, ensandeceu” pensam vocês … 

Bear with me: Os Estados Unidos da América, por baixo da sua máscara de nação poderosa, esconde contrastes profundos nomeadamente ao nível de armamento, saúde, igualdade de géneros, integração racial, tolerância sexual e a lista continua.

Vejam esta abertura da série Newsroom, para terem um taste daquilo que estou a dizer:


The Newsroom Opening


Ora como a musica enriquece tudo o que toca, o genérico destas séries, constituem para mim uma fonte de admiração. Deixo-vos alguns exemplos:

Criado pelo Alan Ball a partir de um argumento (mau) da Charlaine Harris, simula a coexistência de seres mitológicos como vampiros, fadas, transmorfos e lobisomens com uma pequena comunidade do Louisiana. Assuntos como religião, relacionamento com a comunidade gay e as tensões raciais são misturados de uma forma implícita e sarcástica com um humor para lá de negro. 

O genérico é também ele provocador, da autoria de Jace Everett:



Jace Everett - Bad Things


Sons Of Anarchy



Mais uma que mostra a América profunda. Ainda estou a começar a ver, mas já estou a amar esta musica.


Curtis Stigers & The Forest Rangers - John The Revelator




The L Word



Série de 2004, criada por Ilene Chaikenque acompanha a comunidade gay e lésbica de Los Angeles. Obviamente que a temática focava nos direitos LGBT (até porque estávamos em pleno governo Republicano do Bush filho).


House of Cards



Adaptado de uma serie britânica, acompanha os meandros políticos do bastião da democracia e todas as regras de poder e de interesses entre Republicanos e Democratas. O genérico foi encurtado, pois o publico americano achava que era grande de mais (americans, go figure).


Hope you like it.

Tuesday, 21 October 2014

Dia 79 - Emoções

By Pedro Figueiredo:


… e pronto, aqui estou, desaguado neste interessante blog.

A primeira leitura (do blog) deixou-me com aquele simpático arrepio e com o canto dos lábios levantados.

Percorrer este blog trouxe-me à memória:

... vários momentos, 
... várias emoções,
... várias passagens da minha viva. 

A música tem disto… mexe com emoções. E é sobre isso que me apraz escrever.

Deixo-vos com um sweet/sour que a música tão bem nos sabe dar.

Aqui vão dois sabores os quais muito aprecio:

Tiago Bettencourt - Campo


Depeche Mode by Ramstein - Stripped


Tenho dito.

Friday, 17 October 2014

Day 78 - Pink Floyd

By Ana Domingos:

Gosto de clássicos incontornáveis (culpa do meu pai). É por isso que hoje vos trago os fantásticos Pink Floyd.


Embora tenham sido formados em 1965 – tal como os Doors – a banda conseguiu manter-se à tona do panorama musical até ao ano de 1996. Em 2014 anunciam ao mundo que, após 18 anos, irão editar um álbum que se espera memorável. Anunciam também que este será, definitivamente, o último.

Não sei se Pink Floyd é a vossa praia, mas é certamente a minha e tem presença garantida no meu TOP 3 [em breve virão coisas mais recentes, prometo]. Escolher apenas um álbum não seria uma tarefa fácil, por isso decidi trazer-vos quatro grandes álbuns:

1. The Piper at the Gates of Dawn (1967): Considerado por muitos como o melhor primeiro álbum de sempre, é um exemplo claro da identidade dos Pink Floyd. Músicas como Astronomy Domine, Bike ou Scarecrow são exemplo disso.

Astronomy Domine


Blinding signs flap,
Flicker, flicker, flicker blam. Pow, bow.
Stairway scares Dan Dare who's there?
Lime and limpid green, the sound surrounds
The icy waters under
Lime and limpid green, the sound surrounds
The icy waters underground

Scarecrow


Bike


You're the kind of girl that fits in with my world.
I'll give you anything, ev'rything
If you want things


Reconhecidos pelos criticos como “duas grandes obras-primas” aqui ficam os meus 2 álbuns de eleição da banda:

2. The Dark Side of the Moon (1973): Conhecidos pelas suas letras filosóficas, este é um album que retrata, entre outros temas, a doença mental e o envelhecimento. É um album inspirado num antigo elemento da banda (Syd Barrett) que foi obrigado a deixar a mesma devido à deterioração da sua saúde mental. Para além das músicas, letras e afins, este álbum tem (para mim) uma das melhores e mais bonitas capas que já vi.

Breath (In the Air)


Long you live and high you fly
And smiles you'll give and tears you'll cry
And all you touch and all you see
Is all your life will ever be

The Great Gig in the Sky


Money


Money, so they say
Is the root of all evil today
But if you ask for a raise, it's no surprise that they're
Giving none away

Eclipse


And everything under the sun is in tune
But the sun is eclipsed by the moon.
"There is no dark side of the moon really.
Matter of fact it's all dark
.”


3. Wish You Were Here (1975): Com apenas 5 temas, mais calmo e “sonoro”, este é um álbum que merece ser “degustado” e não apenas consumido.

Shine on You Crazy Diamond


You were caught in the crossfire
Of childhood and stardom,
Blown on the steel breeze
Come on you target for faraway laughter,
Come on you stranger, you legend,
You martyr, and shine

Wish You Were Here


Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish
How I wish you were here

Álbum completo



4. The Wall (1979): Este álbum conta a história de Pink, uma personagem fictícia baseada em Roger Waters. É uma espécie de “ópera rock” e merece, também ele, ser ouvido com atenção. Foi, mais tarde, adaptado ao cinema.

Another Brick in The Wall (Pt 1)


The Happiest Days of Our Lives


Another Brick in The Wall (Pt 2)


We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone

Another Brick in The Wall (Pt 3)


Hey You


Hey, you
Don't tell me there's no hope at all
Together we stand, divided we fall...

Comfortably Numb


E por fim, mais alguns clássicos:

See Emily Play


Learning to Fly


There's no sensation to compare with this
Suspended animation, A state of bliss
Can't keep my mind from the circling skies
Tongue-tied and twisted just an earth-bound misfit, I

Echoes


Overhead the albatross hangs motionless upon the air
And deep beneath the rolling waves in labyrinths of coral caves
The echo of a distant tide comes willowing across the sand
And everything is green and submarine

Arnold Layne


Espero que tenham gostado.Peço desculpa por ter sido demasiado extensa :p
  
Aqui fica mais um filme: Pink Floyd The Wall (1982)

Thursday, 16 October 2014

Day 77 - Imagine Dragons

By Raquel Duarte:


Olá,

Uma vez que é uma banda recente e que pouco sabia dela, para além de darem uma grande show nos seus espetáculos, consultei a amiga Wikipédia e sabem o que descobri?
Que o nome Imagine Dragons é o resultado de um anagrama de uma frase que apenas a banda sabe qual é:

Going as in dream
God is remaining
Damage on rising
A mean rigid song
Omega and rising
Ego and a grim sin

E o que isso vos interessa? Pois não sei… mas sei que querem ouvir algumas músicas, por isso aqui estão algumas.

As mais recentes:

A música da concorrência – On the top of the world:



Exemplo ao vivo Radioactive:


Porque todos temos os nossos Demons:


It’s time



Mas espreitem também algumas mais antigas:

Hear me


I don’t mind


Bleeding out




Beijos e abraços!

Wednesday, 15 October 2014

Day 76 - Doro Pesch

By Luís Carlos Soares:


Doro Pesch? Quem é esta dizem vocês?

Pois…mais uma “Lita Ford” mas muito mais “Heavy” dos famosos anos…80!!



Com Rock/Heavy Ballads:

Let Love Rain On Me



Für Immer


Black Rose


Love me in Black


Tausend mal gelebt


You hurt my soul


Alles Ist Gut




Epá, mas porque não ficou conhecida esta Srª? Pois… é possível que até a conheçam (aposto no Ricardo)…pois foi vocalista da banda de heavy metal Warlock

Warlock (IF “Ricardo” CONTINUE, ELSE GOTO END;)

Burning the Witches


Fear of the Dark


Álbuns de Warlock:

Triumph and Agony (1987)
True as Steel (1986)
Hellbound (1985)
Burning the Witches (1984)

Other Songs:

White Wedding





Bad Blood




Friday, 10 October 2014

Day 75 - Björk

By Nuno Cid Ponte:

Como produto da insónia de hoje e já com atraso na entrega do Musical Challenge, decidi fazer um especial sobre uma artista que precisa de poucas apresentações:



Björk é uma tímida artista oriunda da Islândia. Tímida de personalidade, mas aventurosa e experimentalista musicalmente e chamando estranhamente a atenção de todos em ocasiões mais públicas com fashion statements rebuscados como:


 




Começou a sua carreira em 1988 como vocalista dos Sugarcubes. Mas foi após a dissolução da banda em 1993 que Björk lança o álbum Debut:



Deste álbum destaca-se a música Human Behaviour:



Vídeo dirigido e produzido por Michel Gondry e que lançou Björk no mundo da música com uma artista ... diferente. Esta parceria video-musical dura até hoje. 


A música de Björk e os vídeos são entregues como uma experiência e não meramente como uma sonoridade.

Outro exemplo disso é Violently Happy:




De seguida, em 1995, lança o álbum Post:




Deste álbum destaca-se uma das melhores músicas de todos os tempos: Hyperballad



Já passei tardes inteiras a ouvir esta música em loop e cada vez que a ouço parece ser sempre a primeira vez.

Deste álbum destaco também Isobel (mais uma vez com o vídeo dirigido por Michel Gondry):



O pico da sua carreira deu-se com o álbum de 1996, Homogenic que eu elegeria como um dos Top 10 de melhores álbuns:



Deste álbum saem músicas como Joga:


Bachelorette


All is full of love


e Hunter



Em 1999 surge o álbum SelmaSongs a banda sonóra do filme lançado em 2000 de Lars Von Trier, em que Björk é Selma (a personagem principal) e contracena com Catherine de DeneuveDancer in The Dark:


É um filme simples, musical, mas duro e muito muito emocional. A música I've Seen It all foi nomeada a um Oscar (e estupidamente não ganhou):



Infelizmente a partir de Selmasongs em 2001, Björk vai para um mundo experimentalista, demais a meu ver, e perde interesse do público geral com o álbum Vespertine:



Deste álbum destaco Hidden Place:


Depois de Vespertine em 2003, Björk lança Medulla:



Um álbum totalmente feito com vozes e com muito pouca ajuda electrónica ou de instrumentos.

Em 2007, tenta um comeback com Volta:




Que destaco The Dull Flame of Desire com o fantástico Antony Hegarty dos Antony and The Johnsons destacado por mim no post do dia 51


No meio das produções de estúdio fez muitas experiências e documentários, mas está a produzir o seu próximo álbum ... espero que este comeback nos volte a surpreender tanto como com Homogenic.

Espero que gostem!