By Ana Domingos:
Caros,
Como sabem, ou deviam saber, celebraram-se este fim de semana 60 anos do Festival Eurovisão da Canção. Talvez vos pareça estranho mas, do alto dos meus 25 anos, adoro sentar-me em frente à TV e assistir à Eurovisão. Todos os anos. Nunca falha. Vá, podem gozar.
Já sabemos que as músicas que por lá passam não são, de todo, a última coca cola do deserto, mas quando se está em Eurovision mood quase tudo vale. Sendo um evento, muitas vezes, mais político do que artístico, todos sabemos que a sua “beleza” se foi perdendo ao longo dos anos. Deixo-vos com algumas curiosidades deste evento:
1. A Irlanda é o país com mais vitórias (sete);
2. A Noruega é o país que mais vezes ficou em último lugar com 0 pontos. Ficou também em penúltimo lugar 10 vezes. Curiosamente, ganhou também 3 vezes;
3. Surprise Surprise: 29 das músicas vencedoras foram cantadas em inglês. O francês, sendo também popular, teve apena 14 músicas vencedoras;
4. Desde a chegada do novo milénio que, sempre a Suécia é anfitriã do festival, o vencedor é a Dinamarca;
5. Os ABBA são os participantes mais bem sucedidos deste Festival;
6. O Reino Unido ganhou 5 vezes e ficou 15 vezes m segundo lugar (embora nos últimos anos tenha ficado sempre mal classificada);
7. O mais novo artista vencedor tinha apenas 13 anos e representou a Bélgica em 1986;
8. Johnny Logan ganhou a Eurovisão 3 vezes;
9. O país que conseguiu arrecadar mais pontos foi a Noruega em 2009 com um total de 387 pontos e uma diferença do 2º lugar de 169 pontos;
10. Em 1991 a Suécia ficou empatada no 1º lugar com a França (146 pontos), mas como a Suécia tinha arrecadado 5 vezes 10 pontos, contra apenas 2 da França, acabou por ser a Suécia a ganhar;
Portugal, que nunca foi bem sucedido neste concurso, participou 45 vezes. Foram apenas 9 a vezes em que ficámos no 10 primeiros. O melhor lugar foi conseguido pela Lucia Moniz em 1996 com a música
O Meu Coração Não Tem Cor
Este ano o Festival Eurovisão da Canção foi especialmente rico em efeitos visuais, mas também foi marcado por esta excelente performance, ou não estivéssemos em Viena de Austria:
Martin Grubinger & Arnold Schoenberg Choir
Assim o demonstra também a canção vencedora (Suécia):
Måns Zelmerlöw - Heroes (Sweden)
Considerado por muitos um momento de abertura e aceitação social, o Festival Eurovisão da Canção elegeu como vencedora a Austria, representada por Conchita Wurst – a Drag Queen personificada por Thomas Neuwirth. A letra, em tudo defensora da causa, deu forma a um momento inédito até então aos olhos dos cidadãos europeus:
Conchita Wurst - Rise Like a Phoenix (Áustria)
Foi a Rússia quem mais se opôs à participação e vitória de Conchita – vá-se lá saber porquê! Curiosamente, foi por pouco que, este ano, a Rússia não se sagrou vencedora (os assobios acabaram por surtir efeitos). Bom, é melhor avançar, deixo-vos alguns dos marcos deste festival (mesmo aqueles em que ainda andava a passear com o meu pai :P).
Euphoria – Loreen (Sweden 2013)
Waterloo – ABBA (Sweden 1974)
Making Your Mind Up - Bucks Fizz (UK 1981)
Fairytale - Alexander Rybak (Norway 2009)
Esta foi uma daquelas que ganhou apenas pela performance. A voz … nossa senhora!
Satelite – Lena (Germany 2010)
No ano seguinte, esta senhora decidiu defender o primeiro lugar em casa. Ficou bem classificada, mas não o suficiente para vencer novamente.
Hard Rock Hallelujah – Lordi (Finland 2006)
Senhora do Mar – Vânia Fernandes (Portugal 2008)
Baila El Chiki Chiki - Rodolfo Chikilicutare (Spain 2008)
Puppet On A String - Sandie Shaw (UK 1968)
Save Your Kisses for me – Brotherhood Of Man (UK 1976)
Termino com duas das minhas favoritas deste ano:
Golden Boy - Nadav Guedj (Israel 2014)
Rhythm Inside - Loïc Nottet (Belgium 2014)
Espero que tenham gostado!
Caros,
Como sabem, ou deviam saber, celebraram-se este fim de semana 60 anos do Festival Eurovisão da Canção. Talvez vos pareça estranho mas, do alto dos meus 25 anos, adoro sentar-me em frente à TV e assistir à Eurovisão. Todos os anos. Nunca falha. Vá, podem gozar.
Já sabemos que as músicas que por lá passam não são, de todo, a última coca cola do deserto, mas quando se está em Eurovision mood quase tudo vale. Sendo um evento, muitas vezes, mais político do que artístico, todos sabemos que a sua “beleza” se foi perdendo ao longo dos anos. Deixo-vos com algumas curiosidades deste evento:
1. A Irlanda é o país com mais vitórias (sete);
2. A Noruega é o país que mais vezes ficou em último lugar com 0 pontos. Ficou também em penúltimo lugar 10 vezes. Curiosamente, ganhou também 3 vezes;
3. Surprise Surprise: 29 das músicas vencedoras foram cantadas em inglês. O francês, sendo também popular, teve apena 14 músicas vencedoras;
4. Desde a chegada do novo milénio que, sempre a Suécia é anfitriã do festival, o vencedor é a Dinamarca;
5. Os ABBA são os participantes mais bem sucedidos deste Festival;
6. O Reino Unido ganhou 5 vezes e ficou 15 vezes m segundo lugar (embora nos últimos anos tenha ficado sempre mal classificada);
7. O mais novo artista vencedor tinha apenas 13 anos e representou a Bélgica em 1986;
8. Johnny Logan ganhou a Eurovisão 3 vezes;
9. O país que conseguiu arrecadar mais pontos foi a Noruega em 2009 com um total de 387 pontos e uma diferença do 2º lugar de 169 pontos;
10. Em 1991 a Suécia ficou empatada no 1º lugar com a França (146 pontos), mas como a Suécia tinha arrecadado 5 vezes 10 pontos, contra apenas 2 da França, acabou por ser a Suécia a ganhar;
Portugal, que nunca foi bem sucedido neste concurso, participou 45 vezes. Foram apenas 9 a vezes em que ficámos no 10 primeiros. O melhor lugar foi conseguido pela Lucia Moniz em 1996 com a música
O Meu Coração Não Tem Cor
Este ano o Festival Eurovisão da Canção foi especialmente rico em efeitos visuais, mas também foi marcado por esta excelente performance, ou não estivéssemos em Viena de Austria:
Martin Grubinger & Arnold Schoenberg Choir
Måns Zelmerlöw - Heroes (Sweden)
Considerado por muitos um momento de abertura e aceitação social, o Festival Eurovisão da Canção elegeu como vencedora a Austria, representada por Conchita Wurst – a Drag Queen personificada por Thomas Neuwirth. A letra, em tudo defensora da causa, deu forma a um momento inédito até então aos olhos dos cidadãos europeus:
Conchita Wurst - Rise Like a Phoenix (Áustria)
Foi a Rússia quem mais se opôs à participação e vitória de Conchita – vá-se lá saber porquê! Curiosamente, foi por pouco que, este ano, a Rússia não se sagrou vencedora (os assobios acabaram por surtir efeitos). Bom, é melhor avançar, deixo-vos alguns dos marcos deste festival (mesmo aqueles em que ainda andava a passear com o meu pai :P).
Euphoria – Loreen (Sweden 2013)
Waterloo – ABBA (Sweden 1974)
Making Your Mind Up - Bucks Fizz (UK 1981)
Fairytale - Alexander Rybak (Norway 2009)
Esta foi uma daquelas que ganhou apenas pela performance. A voz … nossa senhora!
Satelite – Lena (Germany 2010)
No ano seguinte, esta senhora decidiu defender o primeiro lugar em casa. Ficou bem classificada, mas não o suficiente para vencer novamente.
Hard Rock Hallelujah – Lordi (Finland 2006)
Senhora do Mar – Vânia Fernandes (Portugal 2008)
Baila El Chiki Chiki - Rodolfo Chikilicutare (Spain 2008)
Puppet On A String - Sandie Shaw (UK 1968)
Save Your Kisses for me – Brotherhood Of Man (UK 1976)
Termino com duas das minhas favoritas deste ano:
Golden Boy - Nadav Guedj (Israel 2014)
Rhythm Inside - Loïc Nottet (Belgium 2014)
Espero que tenham gostado!