Como sabem, para mim o Rock morreu com os anos 80 ... sim foi um marco importante e uma evolução necessária que MUITO contribuiu para a riqueza da música que temos hoje, e sim continua a haver muita gente a criar músicas nesse estilo, assim como houve muitos artistas que ficaram nos anos 80, 70, 60 e nunca saíram de lá ... Mas também já não usamos máquinas de escrever e papel químico pois não? Há que evoluir ...
Having said that ... de vez em quando há alguns grupos com algum som de revival que me convencem e que, admito, trazem algo de Rock ao meu mundo.
Acho que vou ser excomungado com estas afirmações ... mas é a minha opinião.
Trago-vos, após esta apresentação, os WhiteLies (que estiveram cá no dia 18 de Novembro no CCB, mas que não consegui ir ver).
Uma banda Londrina, mencionada como "Post Punk" por quem fez o artigo da Wikipedia ... para mim, são uma mistura de Rock com Electrónica com letras que são espetaculares.
"Conheci-os" este verão e foram basicamente a banda sonora oficial. Já ouvi mais álbuns mas vou apenas destacar 2 ou 3 músicas do penúltimo álbum "Big TV". Sim já lançaram um álbum em 2016, de seu nome "Friends" mas ainda não lhe prestei atenção como deve ser - estes senhores merecem.
Gosto desta banda, por ter uma sonoridade 80s mas com mais "corpo" mais cinemática e as letras, que ao contrário de muitas bandas que apenas usam as letras como forma de trazer som cá para fora, têm significado - algo como e muito similar a Tears for Fears (neste caso com Mad World ... é o que me lembra). Quem escreve as letras é Harry McVeigh, vocalista e guitarrista da banda - e pelo que parece, o senhor já viveu umas coisas ...
O álbum Big TV tem uma história contemporânea por trás, de uma rapariga que decepcionada com o seu mundo próximo, emigra, larga o seu namorado, a cidade onde mora e o Pai que nunca conheceu ... na premissa que todas relações amorosas têm um peso desigual nos sentimentos de ambas partes, um é o amado(a) e o outro é o enamorado(a).
Big TV
"Slow I'm gonna settle down slow Down to the hum of electric life and soul Faith In my hands to trade But for the word and The light of a bitter saint And you can get me work? But I can't work for free I've got a room downtown With a bed and a big TV If you can raise a star From garbage on the street Then you can make a modern life For a modern girl to lead (...)"
A segunda música que adoro documenta a primeira vez que ela fala com o seu Pai, ao vivo na rádio, pois ele é o apresentador de um programa onde as pessoas telefonam e participam na sua cidade natal:
First Time Caller
" 'Darling, we're starting' She said 'We go alive in a heartbeat' Waiting for something in my car A little hope out of nothing And through the hum on the line She said 'I was a first time caller But a long time listener I've been waiting a while to talk to you... (...) I want you to love me More than I love you Tell me if that's something you can do"
A terceira música que gosto fala da perda de identidade, por estar longe do sítio de onde veio e da família:
Mother Tongue
"(...) But if you have forgotten Your precious mother tongue What do you think your mother Would say of what you've done? And if you can't remember the place You call a home, or having trouble placing Who's calling on the phone... Who's calling on the phone... (...) "
Antes da próxima para complementar ouçam "Tricky to Love" título self explanatory.
Por fim, o arrependimento, das discussões com as pessoas mais próximas e as decisões precipitadas que daí surgem:
There Goes Our Love Again
"There goes our love again Forgive my heart Forgive my heart There goes our love again Elate my heart and take the Time that's burning at the back of my mind Because I'm broken and blind And holding up the jaw of desire But there goes our love again Chorus I didn't go far I didn't go far I didn't go far and I came home I didn't go far I didn't go far I didn't go far and I came home But he said 'there goes our love again' There goes our love again Home is a desperate end Cocoon my heart Cocoon my heart And carry me to love again Cocoon my heart and bring me calm, Hushing out the fear and alarm I know you're open and armed Just trying to pick my feeling undone There goes our love again Chorus (...)"
Por fim, novas relações, novos amores e ... mais um ciclo, mais erros ... que continuamos a repetir sem fim:
Goldmine
"To the heat Of a foreign sun, Warm my love Safe in your arms. And the choirs Of the air and sea, Spend your love To sail her home to me. I saw her blue eyes Candied in the headlight She's got a new style I saw her white smile Digging in the goldmine For a new life This killing time Is gonna bruise forever So turn it back, better late than never I saw her white smile digging in the goldmine, Girl you look tired Even love. Is it even ever? I go out To anywhere at all To see that life goes on If i'm there or not I throw alms At hands from the streets Hoping when the good builds up I'll find you at my feet I saw her blue eyes Candied in the headlight She's got a new style I saw her white smile digging in the goldmine For a new life. This killing time Is gonna bruise forever, So turn it back, better late than never. I saw her white smile digging in the goldmine, Girl you look tired Even love. Is it even ever? Even love [x2] I saw her white smile digging in the goldmine, Girl you look tired Even love [x3] I saw her white smile digging in the goldmine, Girl you look tired." Espero que gostem ... I'm hooked!
Eu sei que em tempos já “publiquei” uma música deste Sr. , e hoje tenho de
o voltar a fazer.
Este Sr. (sim, porque para mim, sempre foi um Sr.), para além da sua voz
quente, profunda e cavernosa, é um enternecedor interprete e um excelente
escritor.
Nesta rentrée ao Musical Challenge, trago-vos uma abordagem diferente. Nas
minhas infinitas viagens pelo os oceanos do YouTube, encontrei este projeto:
A sua missão:
“(...) The O’Keefe
Music Foundation enables children to record their musical performances for
free. With your help, children are provided with top of the line instruments,
professional recording equipment and a team of engineers who help to capture
these aspiring musicians at their best. In doing so, the foundation
educates children about music production, performance, audio engineering, and
the value of team work.(...)”
O resultado é brutal, com
covers muito bem conseguidas pelos cantores de palmo e meio. Podem ver aqui a
obra completa,
dos quais destaco estes:
Dream Theater – Pull me under
Original
Miudos
A musica é bastante difícil de tocar. Os putos atacaram em quantidade com
split do piano e do orgão e com a introdução de mais um guitarrista. Este vídeo
foi o que me chamou a atenção para este projeto, principalmente por causa da
baterista e da vocalista. Para além de ser a cara chapada da Arya Stark canta
que se farta com 11 anos.
Tool - 46 and 2
Original
Miúdos
Mesma vocalista. O arranjo musical está perfeito.
Pantera – Cowboys from Hell
Original
Miúdos
Dimebag Darrell (RIP) vai ficar para historia como um dos melhores
guitarristas da sua geração, mas este puto de 16 anos faz um excelente
trabalho. Sim, o vocalista tem 12 anos…
Guns’n’Roses – You could be mine
Original
Miúdos
Abordagem bastante diferente, para uma das melhores músicas do G’n’R, já
que a musica é cantada em dueto. A baterista tem ar de quem toca metal (not) e
de que se está a divertir à brava. A vocalista (Emily Leavengood) é brutal e tem agora um projeto
a solo como cantora Country.
Iron Maiden – 666 The number of the beast
Original
Miúdos
Comparem o inicio de cada uma das musicas…
Tool – Sober
Original
Miúdos
Arya Stark again, agora com 15 anos. O arranjo do vídeo está perfeito.
Iron Maiden – Ghost of the Navigator
Original
Miudos
Cá fora os sub 16, lá dentro os sub 10. A música tem 6 minutos
com vários ritmos ao longo da faixa e, na altura, foi o primeiro single lançado
após o regresso do Bruce Dickinson aos Iron Maiden. Gosto muito do contraste do
puto de camisinha branca a aguentar as mudanças de ritmo durante a música.
Have fun
PS: Se quiserem ver a evolução da vocalista das três primeiras músicas,
podem ver o canal dela de YouTube.